Antes de existir estrada boa ligando as duas margens, a travessia de barco pelo Rio Jaguaribe já era o jeito mais rápido de ir e vir em Fortim — e continua sendo, além de um passeio e tanto por si só.
A travessia liga a Barra do Fortim à margem oposta do Rio Jaguaribe em poucos minutos de barco. Não existe um terminal fechado com bilheteria: barqueiros locais operam a travessia informalmente, saindo assim que reúnem passageiros ou quando alguém combina o horário direto com eles.
Isso significa que não há uma tabela fixa de horários — o funcionamento depende da maré, da demanda do dia e da disponibilidade de quem está operando o barco naquele momento. Perguntar na pousada ou diretamente na beira do rio, ao chegar, costuma resolver rápido.
O valor da travessia é baixo e cobrado por pessoa, geralmente combinado na hora com o barqueiro. Como boa parte da operação em Fortim é informal — e a cobertura de celular varia fora da Barra — máquina de cartão não é garantida em nenhuma travessia.
Vale reservar um pouco de dinheiro trocado só para esse tipo de deslocamento, à parte do valor que você separar para barracas de praia e passeios de buggy — a mesma lógica de sempre ter espécie em mãos que já vale para o resto do município.
Mesmo para quem só precisa atravessar o rio por praticidade, a vista vale a pena: de dentro do barco dá para ver com clareza o ponto exato onde o Rio Jaguaribe encontra o Atlântico, com as duas margens e a foz em ângulo que não existe de terra firme.
É um complemento natural para quem já fez a caminhada até o Farol ou visitou o mirante do Pontal de Maceió — a mesma paisagem, vista de um ângulo totalmente diferente.
No guia principal você encontra contatos diretos de barqueiros, bugueiros e escolas de esporte de vento em Fortim.
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